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Raul Cristiano Machado Pinheiro de Amorim Cortez, conhecido apenas como Raul Cortez (São Paulo, 28 de agosto de 1932 — São Paulo, 18 de julho de 2006) foi um ator brasileiro. Pai da também atriz Lígia Cortez, fruto do seu casamento com a atriz Célia Helena, era também pai de Maria, do seu casamento com Tânia Caldas. O ator teve duas netas, filhas de Lígia: Vitória e Clara. Descendente de espanhóis, Raul era o mais velho de seis irmãos: Rui Celso, Lúcia, Pedro, Regina e Jô Cortez. Cortez tem um impressionante currículo que inclui 66 peças teatrais, 20 telenovelas, seis minisséries, 28 filmes e vários prêmios, deles cinco Molière - a mais importante premiação do teatro brasileiro.
editar Biografiaeditar Atuação nos palcosIa ser advogado, mas aos 22 anos decidiu trocar os tribunais pelo palco. A estréia foi em 1955 e no ano seguinte já fez o primeiro papel no cinema, em O pão que o diabo amassou. Em 1969 encarnou um travesti na peça Os Monstros e em 1970 fez o primeiro nu do teatro brasileiro em O Balcão, de Jean Genet. Na década seguinte recebeu conquistou vários prêmios, mas a consagração veio da mão da peça Rasga Coração (1979), no Teatro Sérgio Cardoso (São Paulo). Última escrita pelo mestre Oduvaldo Vianna Filho, na qual contracenou com Lucélia Santos, interpretando o amargurado funcionário público e ex-militante comunista Maguary Pistolão. A cena final escrita por Vianinha foi marcante: o funcionário público aparece nú amarrado por cordas nos pés e dependurado no ponto mais alto do palco. editar TelevisãoA estréia de Raul na Rede Globo foi em 1980, com a novela de Gilberto Braga, Água Viva, na qual interpretou o cirurgião plástico Miguel Fragonard. Com este trabalho alcançou notoriedade e reconhecimento do público, tornando-se uma estrela da televisão. Para isso também contribuíram papéis em Baila Comigo (1981), (Manoel Carlos) - um amigo de 40 anos, que chegou a convidá-lo para participar de Páginas da Vida -- e Partido Alto (1984), primeira novela de Aguinaldo Silva, que o consagrou em Senhora do Destino com o elegante Pedro Correia de Andrade e Couto, o Barão de Bonsucesso. Os mega-vilões Virgílio de Mulheres de Areia (1993) e Jeremias Berdinazzi de O Rei do Gado (1996), aumentaram a fama internacional, particularmente na Rússia, onde ambas as novelas atingiram enorme audiência país. Terra Nostra, a trama mais vendida da Rede Globo, o levou aos cinco continentes com outro italiano: Francesco Magliano. Em 2005, foi preciso suspender a participação em Senhora do Destino, devido ao avanço da doença que causaria a morte, mas tudo parecia relativamente resolvido, pois ainda retornaria às telas interpretando Antônio Carlos, na minissérie JK, a biografia do ex-presidente Juscelino Kubitschek. É considerado um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos. Raul morreu às vésperas de completar cinqüenta anos de carreira, em decorrência do agravamento de um câncer no pâncreas, contra o qual lutava há cerca de quatro anos. Apesar de ser descendente de espanhóis, foram marcantes os personagens italianos em telenovelas como O Rei do Gado, Terra Nostra e Esperança. editar Doença e morteEm dezembro de 2004, Cortez foi operado para a remoção de um tumor na região do pâncreas e do intestino delgado, seguindo-se um tratamento quimioterápico. Em 30 de junho de 2006, foi novamente internado e veio a falecer no dia 18 de julho [1]. editar EngajamentoRaul Cortez, ao lado de Regina Duarte, apoiou José Serra nas eleições presidenciais de 2002 [2]. editar Obraeditar Televisão
editar Cinema
editar Teatro
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